Pois bem, eu amo panificação, quando era mais nova tentei inúmeras vezes fazer pães e então saídos do forno quentinhos enchê-los de queijo, presunto, azeitonas, folhas de alface, tomate, um verdadeiro sanduíche lindo, perfumado e gostoso, é, mas tudo isso só acontecia no meu pensamento com a ajuda dos meus sentidos, claro, porque naquela época, eu não tinha ideia que as farinhas eram ruins, que precisa de ajuda de uma forminha com água quente borbulhando dentro do forno para o forno não ser um quente seco, que eu precisava de fermento fresco, mas fresco mesmo, de verdade, bom o tempo passou, o mundo enxergou que cozinha e comida, quando misturadas, nos dão um prato saboroso chamado gastronomia.
Pois bem, hoje, não sou uma panificadora como gostaria de ser, não tenho à mão ingredientes bons o suficiente, não tenho recursos para comprar o maquinário necessário pra tratar um pão como eu gostaria de tratá-lo, mas com o que tenho digamos que consigo fazer umas mágicas, e ficam saborosas, viu!
Mas a minha vinda hoje ao blog, primeiro foi pra mostrar o quanto eu lutei ontem com uma massa de pão em especial, o
Pão de Viena que a Ana Zita Fernandes Chef do programa A Confeitaria, do canal Bem Simples nos mostrou em um episódio, afffffffffffffffffffffffff, tentei fazer a massa com a batedeira planetária, com o gancho pra massa pesada, fiz tudo direitinho, segui todo o passo a passo, e a massa, no domingo, nem de longe cresceu um tantinho que fosse, foi tudo pro lixo (essa é a parte da culinária que detesto mais que tudo - o lixo), então fui dormir, claro, frustradíssima comigo msmo, porque a anos não estragava um pão caseiro, já na segunda-feira, acordei disposta a fazer o pão de novo, peguei minha planetária, os mesmo ingredientes, o passo a passo e tchannn nammmm, lá estava ela crescida o dobro do tamanho

e nessa foto você tem uma noção de como a massa tava linda crescendo, pois bem, peguei minha balança de precisão e pesei as bolinhas de massa em 100g cada uma, levei a descansar enquanto liguei o forno e esquentava a água da panelinha dentro dele e provocava a umidade necessária pra um pão macio, untei e enfarinhei a fôrma e voltei para modelar os pãezinhos, voltei ao forno pra ver se ja estava quente únmido, então foi quando tudo começou, o gás acaboooooou, tudo bem, tenho butija de reserva e cheia, opa, vamos trocar e continuar o processo, retirei um pra colocar o outro e então o clic do fogão, não entrava, se entrava, era torto e ficava escapando gás do butijão e eu fui ficando nervosa com o pão, o tempo pra ele ja estava passando, ai meu Jeuss, liguei pro marido, contei o ocorrido, ele só disse - não faz nada ja to chegando em casa. E eu esperei, ja frustrada, chateada, prevendo o futuro da minha massa de Pão de qualquer lugar do mundo, menos de Viena. Omarido chegou, trocou de roupa e se sentou para assistir a TV, eu o olhei incrédula com o que vi, não resisti e perguntei - você não vai resolver o gás, não? Então ouvi em alto e bom som - Vou sim, depois que acabar esse programa (o programa acabaria 1 hora depois, sendo que a massa ja estava em espera a mais ou menos 40 - 50 minutos - eu ja chorava por dentro da alma), com a minha cara de tristeza infinita e sem dizer uma palavra, ele olhou e foi até a cozinha, mexeu pra cá, mexeu pra lá e finalmente,ouvi - Tá pronto pode ligar, o forno não ligou, a boa gigante não ligou não tinha gás passando, (Ai meu Jesus, Maria Santíssima, Mãe dos Aflitos, me ajude!) - Ouvi de novo, Filha vou ter que ligar pro rapaz que vendeu o gás (pensei será que ele lembra, o gás ja está comprado a 4 dias) - pega o celular, do outro lado o vendedor fala - To indo ai resolver pro senhor (horário, mais ou menos 18:40) o tempo passa, passa, passa, foi passando e eu ja sabia o que ia acontecer, mas me recusava a acreditar que essa massa linda, crescida e perfumada era fadada ao lixo, por dentro era desespero puro, resolvi colocar do jeito que estava na fôrma, para o lixo ela não vai, eu me dizia em pensamento, não podia fazer isso,


olha as fotos, olha como a massa esta linda, por isso me recusava a despresá-las, eu sentia que elas ja estavam cansadas de esperar para ir ao forno, enfim, o rapaz só chegou em casa as 20:35 h, eu ja estava passada, ja não havia mas forças em mim de tanta tristeza, pela segunda vez fazia este mesmo pão e não nada em nada de bom, macio e perfumado, finalmente o problema do gás foi sanado e eu resolvi colocar colocar os pães assim como estão na fôrma e levá-los a assar, eles não cresceram, não se desenvolveram, mas ficaram macios, perfumados e o meu pensamento quase se materializou, só faltou eu ter paciencia de fritar os hamburgueres e por em partica todo aquele sonho.
Mas se você está pensando que eu vou desistir de fazer esse pão, pode apostar, eu garanto, farei esta massa até que de dentro do meu forno saia um Pão de Viena lindo, macio, perfumado, maravilhoso a todos os sentido, a minha alma, ahhhhhhhhhh pode apostar que sim, eu o farei até o meu gás acabar de novo ou o pão sair perfeito.